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Fundada no início dos anos 2000, a Associação Paradesportiva JR São Paulo surgiu da necessidade do deficiente intelectual (Dl) ter acesso a pratica esportiva, com o apoio da JR Ferraz assessoria aduaneira. A época, o projeto sequer carregava nome próprio, mas após alguns anos e ações bem-sucedidas se consolidou como centro voltado ao desenvolvimento de atletas com DI.

Atualmente a Associação Paradesportiva JR São Paulo é um clube esportivo filiado a ABDEM (Associação Brasileira de Desportos para Deficientes intelectuais), responsável pela organização das competições nacionais, e tem como presidente Roberto Di Cunto, coordenador técnico da ABDEM, coordenador nacional de natação para deficientes intelectuais e um dos idealizadores do projeto e técnico de natação do JR SP.

O projeto, que tem apoio do SESVESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo), se dedica a quatro modalidades esportivas: ginastica rítmica, ginastica artística, natação e futsal, com grande parte do quadro de atletas formado por portadores de síndrome de down, além de contribuir para a interação social. “O projeto começou em 2001 e é aberto a qualquer pessoa com deficiência intelectual. Hoje grande parte de nossos atletas tem Síndrome de Down, mas não e exclusivo. Nosso foco principal e formar equipes para participar de competições de todos os níveis (regionais, estaduais, nacionais e internacionais), mas não podemos esquecer da importância da integração da pessoa com deficiência na sociedade através do esporte, melhoria na qualidade de vida, e através do esporte trazemos o deficiente para um ambiente mais saudável, tirando das ruas, onde e facilmente envolvido”, afirma Di Cunto.

Nesses mais de 15 anos, a Associação Paradesportiva JR São Paulo passou por mudanças estruturais, com o intuito de oferecer aos alunos da instituição as melhores condições para desenvolver as atividades dentro e fora do âmbito esportivo.

“Atualmente temos dois técnicos e um auxiliar técnico, além de uma psicóloga que, apesar de não atuar no dia a dia diretamente com os alunos, trabalha na parte de documentação, fazer os registros nacionais e internacionais para comprovar a deficiência dos atletas”, comenta Di Cunto. “Já os treinamentos são realizados no Centro Olímpico, no Ibirapuera, e também no Centro Paraolímpico Brasileiro”, emenda.
Com aproximadamente 90 alunos, a instituição possui entre suas principais conquistas o ouro olímpico de futebol no campeonato da Grécia em 20 13, além de ter diversas medalhas e encontrar na equipe de natação um dos seus grandes destaques da JR SP, com atletas dos 7 aos 65 anos de idade, o que reflete a projeção da Associação Paradesportiva.

Apesar do projeto bem estruturado, o JR SP se mantem gra9as a eventos promovidos pela própria instituição e conta com o apoio dos pais dos alunos e do SESVESP. “Nossa manutenção e feita através de doações voluntarias dos pais dos atletas, realizamos também churrascos beneficentes, festas juninas e outras formas de angariar fundos, mas o nosso maior apoiador é o SESVESP”, lembra Di Cunto.

Orgulhoso pelo histórico construído diante da Associação, Roberto Di Cunto não esconde o proposito por trás de todo o projeto. ” Minha maior realização é ver o crescimento deles, fazendo parte desse processo e saber que podemos contribuir um pouco nessa formação que não é só esportiva, mas é de educação, respeito e amizade. A JR ajuda a melhorar a autoestima, independência e promove a integração do DI na sociedade, através de apresentay5es artísticas e competições, além dos benefícios físicos que o esporte traz”.

O GRUPO BASE PARTICIPA DO PACTO DESDE SUA CELEBRAÇÃO EM 2013.fot3

FONTE: REVISTA SESVESP – NÚMERO: 136